As ações coordenadas pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) começam a apresentar resultados positivos no enfrentamento à epidemia de Chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados. Dados atualizados apontam redução nos casos agudos da doença e diminuição no número de atendimentos considerados mais graves nas comunidades indígenas.
Mesmo com a melhora no cenário epidemiológico, as autoridades de saúde mantêm o alerta e reforçam que as equipes continuam mobilizadas em regime intensivo para evitar novos avanços da doença na Reserva Indígena e também na área urbana do município.
O trabalho integra o Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, elaborado pela Prefeitura de Dourados para organizar as estratégias emergenciais de combate à epidemia. O plano reúne ações voltadas à assistência médica, combate ao mosquito transmissor e limpeza das aldeias.
Segundo o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, o recuo nos casos é resultado direto das medidas adotadas nos últimos meses, incluindo decretos de emergência e calamidade pública que possibilitaram reforço nas equipes de saúde, ampliação dos atendimentos, contratação de profissionais e intensificação das ações preventivas.
Os relatórios mais recentes mostram redução significativa nos pacientes em fase aguda da doença nas aldeias Bororó e Jaguapiru. As equipes de saúde realizaram dezenas de consultas clínicas nesta semana, identificando menor número de casos recentes e reduzindo também a necessidade de remoções hospitalares.
Apesar da queda nos registros, o município ainda contabiliza pacientes internados em hospitais de Dourados devido a complicações causadas pela Chikungunya. Os atendimentos seguem distribuídos entre unidades públicas e privadas da cidade.
O boletim epidemiológico divulgado pelo COE aponta que a Reserva Indígena soma milhares de notificações relacionadas à doença, incluindo casos confirmados, descartados e ainda em investigação.
Outro destaque nas ações de enfrentamento é o mutirão de limpeza realizado nas aldeias. Até esta terça-feira (5), as equipes já haviam recolhido aproximadamente 250 toneladas de resíduos sólidos, eliminando possíveis focos do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika.
A força-tarefa envolve Defesa Civil, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria de Serviços Urbanos, Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai).
As autoridades reforçam que a população deve continuar colaborando com as medidas preventivas, eliminando recipientes com água parada e procurando atendimento médico ao surgimento de sintomas como febre, dores intensas nas articulações e mal-estar.