Motoristas de caminhão têm enfrentado transtornos constantes ao passar pelo túnel localizado na região da Rua Canadá, no Parque das Nações I, em Dourados. O problema, segundo relatos e imagens registradas nesta terça-feira (06), acontece principalmente com veículos de carga de maior largura, que acabam raspando nas laterais internas da estrutura.
Apesar de o túnel possuir altura compatível para a passagem dos veículos, o formato oval da construção tem gerado dificuldades na circulação segura dos caminhões. Na prática, a metragem central “bate”, porém, quando o motorista precisa alinhar o veículo um pouco mais para a direita ou para a esquerda, as extremidades superiores da carroceria acabam encostando nas laterais curvas do túnel.
As imagens registradas no local mostram marcas de desgaste, ferrugem e danos na estrutura, além de pontos onde já houve impacto entre caminhões e a parte metálica do túnel. Em alguns trechos, a carroceria dos veículos passa com espaço extremamente reduzido, exigindo manobras lentas e precisas dos motoristas.
O problema tem se tornado frequente e preocupa tanto caminhoneiros quanto moradores da região. Segundo motoristas, a situação se agrava quando há necessidade de desviar minimamente da trajetória central, seja por segurança, alinhamento do veículo ou presença de pedestres no interior do túnel.
Na manhã desta quarta-feira, um novo episódio voltou a chamar atenção. Um caminhão precisou atravessar o local praticamente “no limite”, com auxílio de pessoas orientando a passagem para evitar danos maiores. O trânsito ficou lento durante a travessia.
Além do risco de prejuízos materiais aos veículos, a situação também levanta preocupação quanto à segurança estrutural do túnel e dos usuários que utilizam diariamente a passagem, considerada importante ligação entre bairros da região.
Moradores e condutores cobram avaliação técnica e providências do poder público e dos órgãos responsáveis pela rodovia, buscando alternativas que garantam mais segurança e evitem novos incidentes no local.
As imagens registradas evidenciam que o problema não é isolado e reforçam a necessidade de medidas preventivas antes que ocorram acidentes mais graves.