Autoridades sanitárias da África do Sul confirmaram nesta quarta-feira (6) que a cepa de hantavírus identificada em passageiros do navio MV Hondius é a variante andina, considerada a única forma conhecida da doença capaz de ser transmitida entre pessoas.
O caso elevou o alerta internacional após registros de mortes e internações envolvendo passageiros do cruzeiro, que partiu do extremo sul da Argentina com destino a Cabo Verde.
Segundo o Ministério da Saúde sul-africano, exames laboratoriais confirmaram a presença da variante em um dos passageiros retirados da embarcação. Dois pacientes foram encaminhados para tratamento em Joanesburgo, sendo que um deles não resistiu.
A Suíça também confirmou um caso relacionado ao navio. Um passageiro diagnosticado com o vírus permanece internado e isolado em Zurique. As autoridades locais informaram que a esposa do paciente foi colocada em quarentena preventiva, apesar de não apresentar sintomas.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) informou que três passageiros morreram após apresentarem sintomas compatíveis com a infecção.
Com a repercussão do caso, o governo das Ilhas Canárias, na Espanha, anunciou oposição ao atracamento do cruzeiro em Tenerife. Cabo Verde também iniciou medidas para transferir passageiros infectados para atendimento médico especializado.
O hantavírus é uma infecção grave normalmente transmitida por contato com secreções de roedores contaminados. No entanto, a variante andina, encontrada na América do Sul, possui um raro potencial de transmissão entre humanos em situações de contato próximo e prolongado.