Uma grande mobilização de agentes de combate às endemias reforçou as ações de prevenção contra a dengue, chikungunya e zika vírus na Reserva Indígena de Dourados. Entre os dias 8 e 12 de junho, equipes do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Polo Base Dourados realizaram uma ampla vistoria nas aldeias Bororó e Jaguapiru, alcançando milhares de residências e eliminando centenas de possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Durante os cinco dias de trabalho, foram visitadas 2.706 moradias, com inspeção em 2.241 caixas d’água e tratamento químico preventivo em mais de 600 reservatórios. A operação também identificou 617 focos do mosquito, que foram eliminados pelas equipes responsáveis pelo controle vetorial.
As atividades foram distribuídas em quatro setores da Reserva Indígena para ampliar a cobertura da ação. Além das inspeções, os agentes recolheram objetos descartados irregularmente e recipientes que acumulavam água, reduzindo os riscos de proliferação do vetor. Também foram aplicadas 2.736 doses de larvicida em locais considerados estratégicos para impedir o desenvolvimento das larvas.
De acordo com o levantamento divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE), a iniciativa faz parte das medidas adotadas para conter o avanço das arboviroses na região indígena, que continua sendo uma das áreas mais afetadas pela epidemia de chikungunya no município.
Os dados epidemiológicos mostram que a Reserva Indígena acumula 3.255 notificações da doença, sendo 2.183 casos confirmados, além de 10 mortes registradas em decorrência de complicações provocadas pelo vírus.
Em todo o município de Dourados, o cenário ainda inspira atenção. Já foram contabilizadas 9.621 notificações, com 4.693 confirmações e centenas de casos ainda em investigação. Após uma sequência de redução nas notificações semanais, os órgãos de saúde observaram um novo crescimento nos registros, reforçando a necessidade de manter as medidas preventivas.
Apesar disso, um indicador positivo chama atenção: o número de pacientes internados por complicações da chikungunya apresentou queda e atingiu o menor patamar desde o agravamento da epidemia, demonstrando os efeitos das ações de controle e da assistência prestada à população.
As autoridades de saúde reforçam o apelo para que moradores eliminem recipientes que possam acumular água parada e permitam o acesso dos agentes às residências, destacando que a participação da comunidade é fundamental para reduzir a circulação do mosquito e evitar novos casos da doença.