Dourados voltou a registrar mais uma morte provocada por complicações da Chikungunya, aumentando a preocupação das autoridades de saúde mesmo diante da redução recente no número de novos casos da doença. A vítima mais recente é uma mulher de 46 anos, que estava internada no Hospital Universitário da UFGD desde o dia 26 de abril.
A confirmação do óbito foi divulgada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) nesta segunda-feira. Com isso, o município chega a 11 mortes relacionadas à epidemia desde o início do surto.
Entre as vítimas confirmadas até o momento, nove são indígenas e duas não indígenas. Os dados reforçam o impacto severo da doença principalmente nas comunidades indígenas da região, onde o avanço da epidemia ainda preocupa as equipes de saúde.
Apesar do cenário grave, o boletim epidemiológico mais recente aponta sinais de desaceleração na transmissão da Chikungunya em Dourados. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, houve queda significativa nas notificações registradas nas últimas semanas tanto na área urbana quanto na Reserva Indígena.
Mesmo com a redução da curva epidemiológica, os hospitais continuam recebendo pacientes com sintomas graves da doença. Atualmente, 28 pessoas seguem internadas em unidades de saúde do município.
O Hospital Universitário concentra a maior parte dos atendimentos, mas também há pacientes internados no Hospital Regional, Hospital da Vida, Hospital Evangélico Mackenzie, Hospital Unimed e no Hospital Porta da Esperança, administrado pela Missão Caiuá.
Desde o início da epidemia, Dourados contabiliza mais de 8 mil notificações suspeitas de Chikungunya. Destas, 3.374 já foram confirmadas laboratorialmente, enquanto mais de 2 mil ainda aguardam resultado de investigação.
A taxa de positividade da doença supera 54%, índice considerado elevado pelas autoridades sanitárias e que demonstra a ampla circulação do vírus no município.
Na população indígena, o número de casos confirmados ultrapassa 2 mil registros, mantendo as aldeias entre as áreas mais afetadas pela epidemia.
Além das mortes já confirmadas, outros três óbitos seguem sendo investigados pela Secretaria Municipal de Saúde. Entre eles estão os casos de uma criança indígena de 12 anos, um idoso de 84 anos com histórico de doença cardíaca e um homem de 50 anos que morreu após atendimento na UPA.
As autoridades reforçam que, mesmo com a diminuição dos casos nas últimas semanas, o combate ao mosquito Aedes aegypti continua sendo essencial para impedir novos avanços da doença no município.