Zé Teixeira alerta que, apesar da safra recorde, o produtor enfrenta altos custos, juros elevados e insegurança jurídica. Deputado cobra proteção ao campo e respeito a direito de propriedade.
Enquanto projeções nacionais apontam recordes de safra para os próximos anos, a realidade vivida pelo produtor rural dentro da porteira é bem mais cautelosa. O alerta é do deputado estadual Zé Teixeira, reconhecido como um dos principais representantes do setor produtivo no Parlamento sul-mato-grossense, ao analisar o cenário do agronegócio para 2026.
Segundo o parlamentar, o próximo ano exigirá ainda mais resistência e apoio ao produtor rural, que enfrenta custos de produção elevados, dificuldades de acesso ao crédito e insegurança jurídica em regiões estratégicas do Estado, como a Grande Dourados e o Cone Sul. Para Zé Teixeira, apesar dos números positivos divulgados em nível nacional, a realidade econômica no campo é de margens cada vez mais apertadas.
Com base em dados e relatórios de entidades como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o deputado destaca que muitos produtores estão descapitalizados. “O cidadão comum ouve falar em safra recorde e imagina que está tudo bem no campo, mas isso não corresponde à realidade. O custo para plantar e criar continua muito alto, os juros dificultam o crédito e o preço da saca ou da arroba não acompanhou essa elevação. Tem produtor pagando para trabalhar, e isso é insustentável”, afirma.
Além do fator econômico, Zé Teixeira aponta a questão fundiária como um dos maiores motivos de apreensão para 2026. A indefinição do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o Marco Temporal, segundo ele, tem gerado insegurança e incentivado invasões de propriedades rurais, especialmente em áreas produtivas do Estado. O deputado avalia que a morosidade nas decisões em Brasília acaba refletindo diretamente no campo sul-mato-grossense.
“Nós não podemos aceitar que Mato Grosso do Sul continue vivendo sob a lei do medo. A indefinição do Marco Temporal virou combustível para invasões. O direito de propriedade é garantido pela Constituição e precisa ser respeitado. Não existe diálogo com a terra invadida”, enfatiza o parlamentar, defendendo ações firmes de segurança pública e tolerância zero com a ilegalidade.
Com décadas de atuação política, Zé Teixeira consolidou-se como porta-voz do setor produtivo na Assembleia Legislativa. Para 2026, ele garante que seguirá atuando contra projetos e medidas que prejudiquem o agronegócio e ameacem a segurança no campo, além de cobrar investimentos em infraestrutura, como estradas e pontes, para garantir o escoamento da produção.
“O agro não para, trabalha todos os dias. A defesa do produtor também não pode parar. Seja na luta por infraestrutura ou na tribuna contra invasões, o produtor rural sabe que tem aqui um parceiro permanente”, conclui o deputado.