Aumento autorizado pela Aneel atinge consumidores residenciais e empresariais e amplia custo de vida no Estado.
O custo da energia elétrica em Mato Grosso do Sul sofreu um reajuste expressivo e já impacta diretamente o dia a dia da população. A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou aumento médio de 12,11% nas tarifas, com efeitos imediatos para consumidores de diferentes perfis.
A variação não é uniforme. Grandes consumidores, atendidos em alta tensão — como indústrias e estabelecimentos de maior porte — terão elevação de 12,39%. Já os usuários de baixa tensão, grupo que engloba a maior parte das residências, enfrentam reajuste médio de 11,89%.
De acordo com o diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, a atualização segue parâmetros técnicos e contratuais previstos no setor elétrico. Esses critérios levam em consideração custos operacionais, encargos regulatórios e investimentos realizados pelas concessionárias.
Apesar da justificativa técnica, o aumento gerou reação de entidades que representam os consumidores. O Concen-MS manifestou preocupação com a ausência de políticas públicas capazes de conter a escalada tarifária, apontando que os encargos setoriais continuam sendo determinantes para a alta nos preços.
Como forma de amenizar o impacto imediato, foi aplicado o chamado diferimento tarifário, mecanismo que distribui parte do reajuste ao longo do tempo. Com essa medida, o índice final foi reduzido em cerca de 0,8 ponto percentual em relação ao que seria inicialmente aplicado.
Mesmo com esse ajuste, o aumento representa uma mudança significativa em comparação ao ano anterior. Em 2025, o reajuste havia sido de apenas 1,39%, o que evidencia a forte elevação registrada agora.
Na prática, o novo valor da energia tende a pesar não apenas no orçamento das famílias, mas também nos custos das empresas, podendo gerar reflexos em cadeia na economia local, com impacto indireto sobre preços e serviços.