Iniciativa fortalece a segurança alimentar, incentiva a produção local e amplia a renda de famílias indígenas no município.
A Prefeitura de Dourados alcançou a marca de mais de 100 toneladas de alimentos distribuídos às comunidades indígenas por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA Indígena). A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura Familiar, em parceria com os governos estadual e federal.
Somente nesta semana, mais de 10 toneladas foram entregues na Escola Municipal Indígena Tengatui Marangatu, localizada na Reserva Indígena, dando continuidade ao cronograma de distribuição.
Os alimentos são adquiridos diretamente de produtores indígenas e destinados às próprias comunidades das aldeias Jaguapiru e Bororó. O modelo fortalece a economia interna e incentiva o aumento da produção agrícola nas áreas indígenas.
Famílias participantes têm ampliado o cultivo de itens como mandioca, milho, frutas e hortaliças, além da produção artesanal de alimentos, contribuindo para diversificação da renda.
O programa tem papel estratégico diante do aumento de casos de Chikungunya no município. A oferta de alimentos frescos e nutritivos é considerada essencial para apoiar famílias em situação de maior vulnerabilidade.
Além da distribuição de alimentos, a prefeitura também retomou a entrega de leite pasteurizado, beneficiando principalmente crianças e famílias com maior necessidade.
Com investimento de aproximadamente R$ 1,3 milhão, o programa envolve mais de 200 famílias indígenas cadastradas. Os participantes fornecem uma variedade de produtos, incluindo frutas, legumes, verduras e itens produzidos artesanalmente.
A iniciativa também estimula pequenos empreendimentos dentro das aldeias, ampliando oportunidades econômicas e reduzindo desperdícios.
As entregas seguem conforme cronograma, com novas distribuições previstas nas unidades escolares da Reserva Indígena, garantindo o abastecimento contínuo das comunidades.
O avanço do programa reforça a importância de políticas públicas integradas, que unem segurança alimentar e desenvolvimento econômico. Ao valorizar a produção local, a iniciativa contribui para autonomia das comunidades indígenas e para a melhoria das condições de vida no município.