Reajuste será votado pela Aneel e atinge residências, comércios e indústrias em todo o Estado.
A tarifa de energia elétrica em Mato Grosso do Sul deve sofrer um reajuste médio de 12,11%, conforme proposta que será analisada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A medida impacta cerca de 1,15 milhão de consumidores atendidos pela Energisa em 74 municípios do Estado.
📊 Reajuste atinge diferentes perfis de consumidores
De acordo com a proposta atual:
• 🏠 Baixa tensão (residências): aumento de 11,98%
• 🏭 Alta tensão (indústrias): aumento de 12,39%
Mesmo com ajustes técnicos, o aumento permanece em patamar elevado, acima de dois dígitos.
📉 Índice foi reduzido após revisão
Inicialmente, o reajuste previsto era de 12,61%, mas foi reduzido para 12,11% após análise da área técnica da Aneel.
A redução ocorreu após a concessionária solicitar o chamado diferimento tarifário, mecanismo que permite adiar parte do aumento.
💰 Parte do reajuste será cobrada no futuro
O diferimento envolve cerca de R$ 21 milhões, valor que não será cobrado integralmente agora.
No entanto, esse montante:
• Será corrigido pela taxa Selic
• Será reincorporado às tarifas a partir de 2027
Ou seja, parte do impacto apenas foi adiado.
🏛️ Decisão final ainda será votada
A proposta será analisada pela diretoria da Aneel, que deve dar a decisão final sobre o reajuste.
Segundo a área técnica, o pedido da concessionária está dentro das regras e não apresenta impedimentos para aprovação.
📌 Conta mais cara em todo o Estado
Mesmo com a leve redução no índice, o aumento deve ser sentido no bolso dos consumidores, com impacto direto no custo de vida e nas atividades econômicas.
Com reajuste acima de 12%, a conta de energia em Mato Grosso do Sul segue pressionando o orçamento das famílias e empresas. A tendência é de impacto direto no consumo e na economia local, especialmente em um cenário de custos já elevados.