Candidatos que faltaram ao Exame Nacional do Ensino Médio 2025 precisam apresentar justificativa para garantir isenção na edição de 2026.
Os participantes que conseguiram isenção da taxa no Exame Nacional do Ensino Médio 2025, mas não compareceram às provas, têm até o dia 24 de abril, às 23h59 (horário de Brasília), para justificar a ausência caso queiram solicitar novamente a gratuidade no Enem 2026.
O procedimento deve ser realizado exclusivamente pela Página do Participante, por meio do portal Gov.br, sendo obrigatório para quem deseja manter o benefício da isenção.
De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), somente serão aceitas justificativas acompanhadas de documentação comprobatória válida, conforme previsto em edital.
Entre as situações aceitas estão problemas de saúde com apresentação de atestado médico, ocorrência de assalto ou acidente com boletim policial, casamento recente, luto familiar, nascimento de filho, compromissos profissionais ou escolares, intercâmbio acadêmico e até casos de privação de liberdade.
Os documentos devem estar legíveis, conter o nome completo do participante e ser enviados nos formatos PDF, PNG ou JPG, com tamanho máximo de 2 MB. Declarações sem comprovação oficial, como documentos emitidos por familiares, não serão aceitas.
O Inep reforça que informações falsas podem resultar na eliminação do candidato e até responsabilização por crime contra a fé pública, além da obrigatoriedade de ressarcimento dos custos da inscrição.
O resultado das solicitações será divulgado no dia 8 de maio, com prazo para recursos entre os dias 11 e 15. A resposta final está prevista para 22 de maio.
Mesmo com a aprovação da isenção, o candidato ainda precisará realizar a inscrição no Enem 2026 dentro do prazo que será divulgado futuramente pelo Ministério da Educação.
Considerado a principal porta de entrada para o ensino superior no país, o Enem permite acesso a programas como Sisu, Prouni e Fies, além de possibilitar ingresso em instituições internacionais conveniadas.
A orientação é clara: quem faltou em 2025 e pretende participar gratuitamente em 2026 precisa agir dentro do prazo — ou poderá ter que arcar com a taxa de inscrição.