O ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno Razuk (PL), foi preso no domingo (2) na Bolívia. A detenção ocorreu em razão de sua entrada e permanência em situação migratória irregular no país vizinho, conforme informações obtidas junto às autoridades locais.
Considerado foragido da Justiça brasileira desde o fim de julho, Neno havia tido a inclusão de seu nome na lista de Difusão Vermelha da Interpol autorizada pelo Poder Judiciário de Mato Grosso do Sul. O procedimento internacional, no entanto, ainda estava em fase de formalização quando ocorreu a prisão.
Agora, a expectativa é de que seja iniciado o processo para sua entrega às autoridades brasileiras. O eventual retorno dependerá dos trâmites legais e da cooperação entre os governos do Brasil e da Bolívia.
A defesa do ex-parlamentar informou que, até o momento da divulgação da informação, ainda não havia recebido comunicação oficial sobre a prisão. O advogado Ricardo Souza Pereira declarou que aguardava confirmação por parte do cliente ou das autoridades competentes antes de se manifestar sobre o caso.
Neno Razuk é investigado desde 2023 no âmbito da Operação Successione. Em primeira instância, foi condenado a 15 anos, 7 meses e 15 dias de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, roubo majorado e exploração do jogo do bicho. A condenação ainda é objeto de recurso.
Em maio deste ano, o ex-deputado perdeu o mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul após uma recontagem de votos determinada pela Justiça Eleitoral, deixando também de possuir foro por prerrogativa de função.
Além desse processo, ele responde à quarta fase da Operação Successione, deflagrada em novembro de 2025. A ação investiga suposta participação em crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva, roubo, lavagem de dinheiro, violação de sigilo funcional e contravenção penal relacionada à exploração de jogos de azar.
Até o momento, autoridades brasileiras e bolivianas não divulgaram oficialmente quais serão os próximos procedimentos em relação ao caso, nem o prazo para uma eventual transferência do ex-deputado ao Brasil.