O Governo de Mato Grosso do Sul publicou uma retificação no resultado final do concurso público do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) para o cargo de Analista Ambiental, na área de Direito. A alteração foi oficializada após decisão da Justiça Estadual, que determinou a reclassificação de uma candidata no sistema de reserva de vagas destinadas a candidatos negros.
A atualização foi divulgada no Diário Oficial do Estado e assinada pela Secretaria de Estado de Administração (SAD), pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc) e pela direção do Imasul.
Conforme o novo edital, a candidata passou a integrar oficialmente a lista de cotistas raciais, em cumprimento à determinação judicial e às orientações da Procuradoria-Geral do Estado (PGE). A mudança provocou alterações na classificação definitiva do certame, exigindo a publicação de uma nova relação de aprovados.
O resultado atualizado apresenta o desempenho dos candidatos nas provas de Língua Portuguesa, Noções de Geoprocessamento, Conhecimentos Gerais e Legislação do Imasul, Conhecimentos Específicos e Avaliação de Títulos. Ao todo, a classificação geral contempla 240 candidatos aprovados, enquanto a lista específica de cotas raciais reúne 31 aprovados.
Lista de cotas também é atualizada
Além da reclassificação geral, o Governo do Estado oficializou a relação definitiva dos candidatos autodeclarados negros considerados aptos após a etapa de verificação fenotípica, procedimento utilizado para confirmar a autodeclaração racial conforme previsto na legislação vigente.
A publicação consolida os candidatos habilitados dentro da reserva legal de vagas para o cargo de Analista Ambiental na área de Direito, encerrando essa fase do processo seletivo.
Decisão reforça cumprimento da política de cotas
A retificação do concurso evidencia a importância do controle judicial sobre os processos seletivos públicos, especialmente em casos envolvendo a aplicação da política de cotas raciais. A medida busca assegurar o cumprimento da legislação, preservar os direitos dos candidatos e garantir maior transparência em todas as etapas do concurso público.
Com a divulgação da nova classificação, o certame passa a refletir oficialmente as determinações judiciais, conferindo segurança jurídica ao processo e aos candidatos aprovados.