O detetive particular Givaldo Ferreira Santos, de 67 anos, condenado por ser o mandante do assassinato da esposa, morreu na madrugada desta terça-feira (23) no Presídio Estadual de Dourados (PED). Conforme informações apuradas, a causa da morte foi um infarto.
Givaldo cumpria pena de 24 anos de prisão pela morte da também detetive particular Zuleide Lourdes Teles da Rocha, de 57 anos. O crime, que chocou Dourados e ganhou repercussão estadual, ocorreu em 19 de junho de 2021, na região do bairro Vival dos Ipês.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Zuleide foi atraída para uma emboscada sob o pretexto de uma contratação de serviço. Após chegar ao local, ela foi rendida e levada para uma área de mata, onde acabou executada com um disparo na cabeça.
As apurações revelaram que o próprio marido da vítima havia contratado os executores do crime. Givaldo foi preso três dias após o assassinato e confessou participação no planejamento da execução.
Além dele, também foram condenados José Olímpio de Melo Júnior, apontado como autor dos disparos, e Sueli da Silva, identificada pela polícia como a responsável por atrair a vítima para a emboscada. As penas fixadas foram de 19 anos e três meses para José Olímpio e 20 anos para Sueli.
Inicialmente, a polícia trabalhou com a hipótese de latrocínio, já que o veículo da vítima foi encontrado abandonado no município de Laguna Carapã. No decorrer das investigações, porém, essa linha foi descartada diante das evidências que apontavam para um homicídio premeditado.
Segundo os depoimentos colhidos durante a investigação, o casal mantinha união há cerca de 15 anos e enfrentava problemas no relacionamento. A motivação do crime estaria relacionada à intenção de separação manifestada por Zuleide. Conforme apurado pela polícia, grande parte do patrimônio do casal, estimado em aproximadamente R$ 2 milhões entre imóveis e veículos, estava registrada em nome da vítima.
A morte de Givaldo encerra um dos capítulos de um dos casos criminais de maior repercussão dos últimos anos em Dourados, marcado por planejamento, traição e disputa patrimonial, que resultou na condenação dos envolvidos pelo assassinato da detetive particular.