O governo federal prepara um novo programa voltado à redução do endividamento das famílias brasileiras, com a possibilidade de utilização de parte dos recursos do FGTS. A proposta foi confirmada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e deve ser apresentada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A medida prevê regras para evitar impacto negativo no fundo. O saque será limitado e vinculado diretamente à quitação de dívidas, sem liberação irrestrita dos valores.
Modelo com restrições
A equipe econômica busca um formato que permita o uso controlado dos recursos, após dificuldades jurídicas que haviam travado a proposta anteriormente. A ideia é estabelecer um percentual máximo de retirada, garantindo que o FGTS continue cumprindo sua função principal de proteção ao trabalhador.
Prioridade para dívidas com juros elevados
O programa deve concentrar esforços na renegociação de débitos mais comuns no orçamento das famílias, como cartão de crédito, cheque especial e crédito direto ao consumidor. A iniciativa será uma nova etapa do Desenrola, com previsão de descontos expressivos em juros e encargos.
Público-alvo
A proposta deve atender, principalmente, brasileiros com renda de até cinco salários mínimos. O objetivo é reduzir o comprometimento da renda e oferecer condições mais acessíveis para reorganização financeira.
Medidas complementares
O governo também discute ações para evitar o agravamento do endividamento, incluindo possíveis restrições ao acesso de pessoas endividadas a plataformas de apostas online.
O anúncio oficial do programa deve ocorrer nos próximos dias, após avaliação final da Presidência da República.