Mesmo sem registrar casos confirmados de hantavirose nos últimos sete anos, Mato Grosso do Sul mantém ações permanentes de vigilância e prevenção contra a doença. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) divulgou uma nota técnica reforçando protocolos de monitoramento, assistência médica e orientação à população diante do risco de transmissão da zoonose.
Atualmente, há um caso suspeito em investigação em Campo Grande. Conforme a SES, o paciente apresentou sintomas inicialmente compatíveis com leptospirose, mas os protocolos de saúde pública determinam a realização de exames complementares para doenças com características semelhantes, incluindo a hantavirose.
Transmitida principalmente pela inalação de partículas contaminadas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados, a doença é considerada grave e exige atenção rápida das equipes médicas, especialmente nos casos com evolução respiratória.
A superintendente de Vigilância em Saúde da SES, Larissa Domingues Castilho de Arruda, destacou que o Estado segue preparado para responder a possíveis ocorrências, com ações integradas de vigilância epidemiológica, monitoramento laboratorial e capacitação contínua dos profissionais da saúde.
Segundo dados do Ministério da Saúde, os maiores registros da doença no país ocorrem nas regiões Centro-Oeste, Sul e Sudeste, principalmente em áreas rurais e em ambientes ligados à atividade agrícola. Trabalhadores rurais, além de pessoas que realizam limpeza de depósitos, galpões e silos, estão entre os grupos mais expostos ao risco de contaminação.
Os sintomas iniciais incluem febre, dores musculares, mal-estar, dor abdominal, náuseas e vômitos. Em situações mais graves, a hantavirose pode evoluir rapidamente para comprometimentos pulmonares e cardiovasculares.
Como forma de prevenção, a SES orienta a população a evitar o acúmulo de lixo e entulhos, manter alimentos armazenados em recipientes fechados e vedar possíveis acessos de roedores em residências e depósitos. Também é recomendado ventilar ambientes fechados por pelo menos 30 minutos antes da limpeza e utilizar pano úmido com desinfetante, evitando varrer locais com sinais de infestação.
Para trabalhadores expostos a situações de risco, o uso de equipamentos de proteção individual, como máscaras PFF3, luvas, aventais e óculos de proteção, é considerado essencial.
A SES reforça que o Estado mantém sistema de vigilância ativa e unidades sentinelas para garantir rapidez na identificação de possíveis casos e adoção imediata das medidas de controle.