Força-tarefa da Prefeitura recolhe 600 toneladas de resíduos e intensifica ações contra o mosquito Aedes aegypti.
A Prefeitura de Dourados tem reforçado as ações de limpeza urbana como parte do combate às doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Nos últimos 30 dias, aproximadamente 600 toneladas de lixo e materiais descartados de forma irregular foram retiradas de diferentes pontos da cidade.
Na manhã desta quarta-feira (15), equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (Semsur) e do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) realizaram uma operação em um imóvel abandonado no Jardim Girassol. No local, foi encontrada uma piscina em estado crítico, com acúmulo de água parada e alto risco de se tornar criadouro do mosquito.
As ações fazem parte de uma estratégia coordenada pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, criado para organizar o enfrentamento à chikungunya e outras arboviroses no município, incluindo também áreas da Reserva Indígena.
Além da retirada de entulhos, as equipes atuam diretamente na eliminação de focos do mosquito, principalmente em regiões com maior incidência de casos.
Durante as operações recentes, foram identificados 138 imóveis fechados. Também foram emitidas 45 notificações por presença de focos, enquanto 67 locais com potencial para proliferação do mosquito receberam tratamento. Em três imóveis foi aplicada substância larvicida, e 243 quarteirões passaram por borrifação com inseticida.
As ações ocorreram em diversos bairros, como Jardim Pantanal, Santa Hermínia, Canaã I e III, Vila Nova Esperança, Colibri e Altos do Indaiá.
No total, já foram registradas 202 notificações, além da previsão de quase 500 novas autuações. Também foram aplicadas 49 multas relacionadas a irregularidades encontradas durante as fiscalizações.
A administração municipal destaca que o descarte inadequado de lixo configura crime ambiental e reforça a importância da colaboração da população. Atualmente, cerca de 7 mil toneladas de resíduos são encaminhadas mensalmente ao aterro sanitário por meio da coleta regular. Na Reserva Indígena, o serviço também é mantido, com recolhimento de cerca de 30 toneladas distribuídas em contêineres nas aldeias.
A orientação é que moradores utilizem corretamente os serviços de coleta, evitando o acúmulo de lixo e contribuindo para a redução dos riscos à saúde pública.