O município de Dourados continua enfrentando cenário preocupante em relação à circulação da Chikungunya. Dados divulgados nesta segunda-feira (18) pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública apontam que já foram registradas 8.655 notificações da doença desde o início da epidemia.
Segundo o informe epidemiológico, o município contabiliza milhares de casos prováveis e confirmados da doença, mantendo taxa de positividade considerada elevada pelas autoridades de saúde. O índice atual demonstra que o vírus segue em ampla circulação tanto nos bairros urbanos quanto na Reserva Indígena de Dourados.
O boletim destaca que a situação nas aldeias indígenas ainda inspira atenção. Somente na população indígena já foram registrados mais de três mil casos notificados, com elevado número de confirmações laboratoriais e centenas de casos ainda sob investigação.
De acordo com o COE, a taxa de positividade da doença permanece muito acima dos parâmetros considerados adequados em vigilância epidemiológica. O órgão alerta que índices elevados indicam transmissão ativa e reforçam a necessidade de intensificar as medidas de combate ao mosquito Aedes aegypti, responsável também pela transmissão da Dengue e do vírus Zika.
Apesar da alta circulação viral, os indicadores hospitalares mostram redução gradual no número de internações. Atualmente, Dourados possui 28 pacientes internados com diagnóstico de Chikungunya, número inferior ao registrado durante o período mais crítico da epidemia.
O relatório também aponta um dado considerado positivo pelas autoridades sanitárias: pela primeira vez desde o início do surto, o Hospital Indígena Porta da Esperança, administrado pela Missão Caiuá, não possui pacientes internados pela doença.
Os casos de internação seguem distribuídos entre hospitais públicos e particulares do município, incluindo o Hospital Universitário da UFGD, Hospital Regional, Hospital da Vida, Hospital Evangélico Mackenzie e Hospital Unimed.
Em relação aos óbitos, o município já confirmou 11 mortes relacionadas à doença, enquanto outros três casos continuam sendo investigados pelas equipes de vigilância epidemiológica.
Diante da necessidade de atualização mais detalhada das informações, o Informe Epidemiológico passará a ser divulgado três vezes por semana, sempre às segundas, quartas e sextas-feiras.
As autoridades reforçam o alerta para que a população elimine possíveis criadouros do mosquito, mantenha quintais limpos e colabore com as ações de combate desenvolvidas pelas equipes de saúde em toda a cidade.