O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL), anunciado como o candidato a vice-presidente da República na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) nas Eleições 2026, construiu carreira como promotor de Justiça antes de entrar na política, há cerca de 10 anos. Nos últimos anos, no entanto, ficou conhecido por atuar no governo de Renan Filho (MDB), hoje aliado de Lula, e por pedir a prisão de Lulinha durante a atuação como relator da CPMI do INSS no Congresso Nacional.
Um dos pontos citados por Flávio Bolsonaro ao anunciá-lo como vice foi a atuação na área da segurança pública e o fato de ter pedido a prisão do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Relator da CPMI do INSS, que investiga supostos desvios em pagamentos de aposentados e que tem Lulinha como um dos alvos das apurações, Alfredo Gaspar pediu a prisão preventiva de Lulinha por um suposto “risco de fuga”, após ele sair do Brasil durante uma operação da Polícia Federal. O argumento foi citado em um documento enviado à Advocacia do Senado. O caso ocorreu em março deste ano.
A defesa de Lulinha, no entanto, afirmou que o empresário mora na Espanha desde 2025 e que não havia nenhum impedimento para que ele voltasse ao país em que morava na ocasião. Ele havia voltado ao Brasil entre dezembro e janeiro.
No documento, Alfredo Gaspar também afirmou que Lulinha teria participação no esquema de corrupção e que teria ligação com o “Careca do INSS”, um dos operadores do esquema. O pedido de prisão preventiva acabou sendo rejeitado no plenário da CPMI do INSS por 19 votos a 12.
Alfredo Gaspar foi promotor público em Alagoas (Foto: YouTube Flávio Bolsonaro, Reprodução)