A mais recente pesquisa do instituto Quaest revela que o governo de Tarcísio de Freitas continua bem avaliado pela maioria dos eleitores paulistas, mas já apresenta uma leve retração nos índices de aprovação.
Segundo o levantamento divulgado nesta quarta-feira (29), 54% dos entrevistados aprovam a gestão estadual, enquanto 29% desaprovam. Outros 17% não souberam ou preferiram não opinar. Em comparação com agosto de 2025, quando o governador registrava 60% de aprovação, houve uma queda de seis pontos percentuais — sinalizando um possível início de desgaste natural da administração.
Avaliação qualitativa mostra equilíbrio
Quando questionados sobre a qualidade do governo, os eleitores apresentaram um cenário mais dividido:
* 39% classificam a gestão como positiva
* 35% avaliam como regular
* 19% consideram negativa
* 8% não responderam
Os números mostram que, embora a avaliação positiva ainda lidere, a soma de opiniões regulares e negativas já representa uma parcela significativa, indicando um eleitorado mais cauteloso e atento aos rumos da administração.
Reeleição encontra respaldo, mas com ressalvas
A pesquisa também mediu a disposição do eleitorado em relação a uma eventual reeleição de Tarcísio de Freitas. Para 54%, o governador merece continuar no cargo, enquanto 36% discordam. Outros 10% não souberam responder.
O dado acompanha de perto o índice de aprovação e reforça que, apesar do recuo, o governador ainda conta com respaldo político relevante — embora já enfrente um contingente expressivo de eleitores que demonstram resistência à continuidade.
Dados técnicos
O estudo foi encomendado pelo Banco Genial e ouviu 1.650 eleitores no estado de São Paulo entre os dias 23 e 27 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral.
Leitura política
O cenário desenhado pela pesquisa aponta para um governo ainda sólido em termos de apoio popular, mas que começa a enfrentar maior escrutínio por parte da população. A queda na aprovação, mesmo dentro da margem de erro ampliada, sugere que o desempenho da gestão e o contexto político-econômico tendem a ter peso decisivo na manutenção desse capital político nos próximos períodos.