Caso chocante em Eldorado expõe brutalidade além do feminicídio e é investigado pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul como violação de sepultura e vilipêndio a cadáver.
A violência contra a mulher ganhou contornos ainda mais alarmantes em Mato Grosso do Sul. A servidora pública Vera Lucia da Silva, de 41 anos, vítima de feminicídio no último domingo (12), teve o corpo desenterrado e violado três dias após o sepultamento, no cemitério municipal de Eldorado.
O caso, que já havia causado forte comoção, passou a ser investigado pela Polícia Civil como violação de sepultura e vilipêndio a cadáver. Há indícios de prática ilícita de extrema gravidade envolvendo o corpo da vítima, o que está sendo apurado com o apoio da perícia técnica.
Equipes estiveram no local ainda nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (15) para coleta de provas. Até o momento, nenhum suspeito foi preso, e as investigações seguem em andamento.
Vera foi assassinada com dois tiros dentro de sua própria residência, no bairro Jardim Novo Eldorado. O autor do crime foi o ex-companheiro, com quem manteve relacionamento por 13 anos. Após o feminicídio, ele tirou a própria vida no quintal da casa. A cena foi presenciada pela filha do casal, de apenas 9 anos.
O histórico do relacionamento era marcado por conflitos e episódios de violência doméstica. A vítima já havia solicitado medida protetiva.
Este é o décimo caso de feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026, reforçando o alerta para o avanço da violência contra mulheres no estado.
Descrita por amigos como uma mulher trabalhadora e dedicada, Vera deixa quatro filhos. A prefeitura de Eldorado decretou luto oficial em homenagem à vítima.
O caso reacende o debate sobre segurança pública, proteção às mulheres e a necessidade de medidas mais eficazes para prevenir esse tipo de crime. Autoridades reforçam que denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, de forma gratuita e anônima, e que, em situações de emergência, a população deve acionar a polícia pelo 190.