Com intensidade, eficiência e a cara de Diniz, Timão volta a vencer em casa, mantém 100% e assume protagonismo no Grupo E.
O Corinthians, enfim, voltou a parecer Corinthians.
Na noite em Itaquera, a vitória por 2 a 0 sobre o Santa Fe vai além dos três pontos. Foi um reencontro com a identidade, com a confiança e, principalmente, com a sua torcida. Depois de mais de dois meses sem vencer na Neo Química Arena, o time deu uma resposta que não vinha só do placar — vinha do comportamento em campo.
Sob o comando de Fernando Diniz, o Corinthians começa a ganhar forma. Ainda não é um time pronto, longe disso. Mas já é um time que sabe o que quer. A posse de bola deixou de ser estéril, a construção começa a ter propósito e, acima de tudo, há organização.
E quando há organização, os detalhes aparecem. E decidir nos detalhes é regra básica em Libertadores.
Foi exatamente aí que brilhou Gustavo Henrique. Não é comum ver um zagueiro ser o protagonista de uma vitória tão importante, mas o futebol tem dessas. Participou diretamente do primeiro gol e marcou o segundo — ainda que de forma pouco ortodoxa. Fez o que se espera de quem entende o peso de uma competição continental: resolveu.
Raniele, por sua vez, mostrou aquilo que o torcedor gosta: presença, entrega e oportunismo. Abriu o caminho da vitória e reforçou um ponto importante — esse Corinthians começa a ter peças que entendem o jogo.
Mas talvez o dado mais simbólico esteja atrás: o time não sofreu gols nos últimos jogos sob o comando de Diniz. Para quem ainda associa o treinador apenas à ousadia ofensiva, há um detalhe sendo construído silenciosamente — equilíbrio.
O primeiro tempo já mostrava superioridade. O segundo mostrou maturidade. E isso diz muito sobre o momento do time.
A Neo Química Arena, que vinha sendo palco de frustração recente, voltou a ser aliada. E isso, em Libertadores, não é detalhe — é combustível.
Com 100% de aproveitamento e liderança isolada do Grupo E, o Corinthians não apenas vence: ele se coloca. Se posiciona. Se apresenta como candidato a algo maior.
Ainda é cedo? Sempre é. Mas quem conhece a Libertadores sabe: os sinais importam.
E o Corinthians, agora, começa a dar sinais claros de que pode ir além.