O acordo entre o Mercosul-UE (União Europeia) avançou e promete mexer diretamente com o bolso dos brasileiros. Na prática, o tratado cria uma das maiores zonas de livre comércio da história do planeta, com impacto direto nos preços de produtos importados vendidos no Brasil.
Com a redução gradual das tarifas de importação, itens que hoje chegam caros ao país podem ficar mais acessíveis ao longo dos próximos anos. Entre eles, o vinho europeu, queijos, azeites de oliva. Mas não são apenas produtos alimentícios.
Teremos queda de impostos em medicamentos importados, produtos farmacêuticos, cosméticos, peças automotivas, entre outros.
Confira os produtos que devem ter queda de impostos:
Os vinhos estão entre os produtos europeus mais taxados no Brasil, o que encarece bastante o preço final ao consumidor.
Atualmente, a tarifa pode chegar a 27%, mas com o acordo Mercosul–UE esse imposto será zerado gradualmente, entre 8 e 12 anos.
Com a queda dos impostos, a expectativa é de mais diversidade de marcas e produtos disponíveis no mercado brasileiro.
Especialistas apontam que o aumento da concorrência tende a beneficiar diretamente quem consome.
O tratado envolve um mercado de cerca de 720 milhões de consumidores, o equivalente a aproximadamente 25% do PIB global.
Só em 2025, o comércio entre Brasil e União Europeia movimentou quase US$ 100 bilhões, mostrando o peso econômico do acordo.
O acordo não impacta apenas importados. Produtos brasileiros exportados para a Europa também terão menos impostos para entrar no mercado europeu.
Isso pode fortalecer setores produtivos e ampliar oportunidades para empresas brasileiras.
Outro caso é o das uvas brasileiras, que atualmente enfrentam uma tarifa de 14% na Europa.
Segundo o cronograma, esse imposto será eliminado assim que o acordo entrar em vigor.
Um exemplo é o setor de calçados, que hoje paga tarifas entre 3% e 7% para entrar na União Europeia.
Com o acordo, esses impostos devem ser totalmente zerados em até quatro anos.
De acordo com a ApexBrasil, o acordo pode ampliar as exportações brasileiras em cerca de R$ 7 bilhões adicionais, no médio prazo.
O crescimento do comércio internacional é visto como uma oportunidade de geração de empregos e fortalecimento da economia.
Foram 26 anos de negociações, iniciadas em 1999, para criar essa zona de livre-comércio.